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jorge oxum kare

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JORGE D' OXUM BABA OMIN ILE AXE KARE ELEYE
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jorgedoxumkare@hotmail.com

JORGE D'OXUM - Ile Axe Kare Eleyer - BABA OMIM Fundada 05/ 09/ 1999 Raiz de Keto Filho de Elaine D'Oxala Neto de Ceci D'Obaluaye Bisneto de Gigi do Bale Axe Opon Afonja
A Iniciação SOMOS UM ALTAR VIVO. Iniciar-se ( como se diz popular mente “Fazer o Santo “) é a possibilidade de através do ritual próprios que o lado divino vence o lado profano, e o lado divino vem atona capaz de conduzir a individualidade e a realização de cada pessoa, estabelecendo assim a mais perfeita comunhão possível entre o eu divino e eu profano, com o Universo, com a Natureza, com o Criador, enfim com a própria Vida.
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JORGE D'OXUM KARE - BABA OMIN

ILE AXE KARE ELEYE - jorgedoxumkare@hotmail.com

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Marcela D'Oxum

Marcela de Oxum
June 23

orkut

ORKUT FECHADO

Intermídia, Reflexão
SEM NOVAS FOTOS/SEM NOVOS ACESSOS. NÃO To nem msm respondendo recados. TO DANDO UM TEMPO DE ORKUT!Me encontrem no meu blog.



Esta
é a frase que abre meu ORKUT por estes dias. Não, ao contrário do que sugere o título deste post, a maior rede de relacionamentos no Brasil não está fechado, tão pouco está para fechar. Mas sim o meu perfil que está fechado para Balanço, como está lá descrito.

Pq to fechando meu orkut para BALANÇO? Simplesmente o fato desta pergunta se passar pelas mentes alheias, ja é uma das principais razões para eu dar um tempo deste narcisismo sem motivo e invasivo. Excluir o ORKUT? Bem, não quero ser radical. Quero apenas dar um tempo para que as pessoas façam coisas mais interessantes do que acompanhar a minha vida. O Aquecimento Global está aí. As eleições e a Inflação também. Mas se as páginas dos jornais não são tão interessantes quanto a curiosidade mútua de nossos dias on-line, espero que encontrem em minha essência,meus pensamentos, minhas opiniões, minhas loucuras e neste Blog, algo mais construtivo do que minha rotina.



Estou meio revoltado ultimamente com a super-exposição que estamos vivendo nestes dias de internet, Big Brothers e voyerismo . E dando vóz a este meu sentimento, encontro na música OLHO MÁGICO, do ministro da cultura Gilberto Gil, uma ótima reflexão sobre o nosso mundo contemporâneo.
 


RESTA saber até quando eu aguentarei me manter distante deste vício chamado ORKUT.

Sangue gay X San Hétero.

sangue gay X sangue hétero

Não escrevo no Blog a praticamente a mas de meses, isto devido ao corre-corre que está em minha vida. Em grande parte, devido minha religião.  To sem tempo até para mim mesmo. Mas ao me deparar com uma notícia, no mínimo, revoltante eu resolvi dar uma pausa  para escrever ( desabafar).

O Ministério da Saúde enviou na ultima sexta,  uma nota técnica confirmando que homossexuais não podem efetuar doação de sangue.


Afinal, como sugere na ilustração a cima, qual a diferença entre o sangue gay e o sangue hétero?
Há muito tempo não existe mais esta história de grupos de riscos e sim comportamentos de risco.

Dizer que todo homossexual está apto a estar infectado com doenças sexualmente transmissíveis vai contra todas as recentes pesquisas sobre o tema, em que indica as mulheres heterossexuais como as mais infectadas.

É indescutível de que se deve ter um controle dos doadores de sangue, levando em consideração de que o HIV, por exemplo, só é identificado no sangue após cerca de 90 dias da situação de risco. Agora, uma coisa é avaliar se o candidato a doador possui comportamentos de risco e outra coisa, completamente diferente, é avaliar se ele está apto ou não a doar sangue levando em consideração, simplesmente, sua orientação sexual.
Não se pode dizer que todos os homossexuais tem um comportamento de risco. Este pensamento chega a ser absurdamente inacreditável em pleno século 21.

Resta então a toda a comunidade gay apenas duas escolhas: Mentir, dizendo que não teve relação com outra pessoa do mesmo sexo no ultimo ano, OU deixar de ajudar a salvar vidas, muitas vezes de familiares ou amigos, por causa de uma restrição absurda, preconceituosa e sem fundamentos.

O axé tá com Tudo.

O AXÉ TÁ COM TUDO!!!

Depois da explosão do axé católico PÓ PARA COM PÓ chegou a hora do hit JACARÉ IEMANJÁ, do grupo de comédia Grandes Bostas. A letra traz a receita de um sucesso garantido para um axé baiano. Vídeo hilariante, original, crítico e criativo. Vale a pena conferir:
 video

*** O vídeo fora excluído do YouTube por, segundo o google, violação dos termos de uso.

Verdades absolutas?

As VERDADES Absolutas

As pessoas não conseguem enxergar o mal do absolutismo. Vira e mexe aparece alguém dizendo: "Para mim, ou é ou não é. Não existe meio termo!". Esta frase, repetida tantas vezes, pode até parecer real, mas será que é mesmo?
Esta linha de pensamento absolutista prega a existência de opostos na natureza, na vida e nas pessoas. Segundo eles, ou algo é salgado ou é doce; ou você está vivo ou está morto; ou uma pessoa é boa ou ela é má. Acontece que o mínimo de estudo e reflexão sobre química, física, medicina e psicologia já é mais do que suficiente para demonstrar que estes argumentos não são apenas levianos, como são incoerentes, falsos e burros. Ou você ainda acredita em contos de fadas onde existam pessoas limitadamente boas, encantadoras e inocentes, confrontando com vilões malvados, perversos e cruéis, que são assim 24 horas por dia?

Mas não é sobre este lado tolo do absolutismo que eu desejo relatar. Venho hoje aqui falar sobre as VERDADES Absolutas pregadas nas religiões mundo à fora. Na realidade, mais do que falar, permito que um fiel absolutista, cego pela sua fé, diga por si mesmo.

Convido os leitores a assistirem ao vídeo indicado pelo blog da UNA (União Nacional dos Ateus), onde Afonso Henrique, seguidor do Império Geração jesus Cristo, um dos quatro jovens que destruíram imagens de santos em um centro espírita em Junho de 2008, e que se afirma como discípulo de Jesus Cristo e da Verdade, disse, dentre outras coisas, as seguintes afirmações:


"Como todo mundo sabe, centro espírita é um local de invocação ao Diabo. Lugar onde as pessoas vão adorar satanás."
"Todos os pais de santo são homossexuais"

"A Bíblia diz que a adoração às imagens de escultura é uma abobinação. Então eu repudio àquelas imagens também e comecei a quebrar, 'tacar' tudo para o alto."

"Chegando na delegácia... àqueles policiais militares e civis completamente ignorantes pensam que são autoridade, mas não são autoridade. Para a Igreja eles não são auotridade."

"Tanto a imprensa quanto a Polícia Militar servem o mesmo Deus, que é o Diabo."


Assista ao vídeo na íntegra e tire as suas próprias conclusões:
 

Se você também se revoltou e não concorda com que a internet possa ser usada como meio de incitar o preconceito contra as religiões afro-brasileiras e de atacar publicamente as polícias Civil, Militar e o Poder Judiciário. Saiba que a Justiça também não concorda.
Tanto que o autor do vídeo Afonso Henrique Alves Lobato, de 26 anos e Tupirani da Hora Lores, de 43, foram os primeiros presos no país, na última sexta-feira no Rio de Janeiro, por crime de intolerância religiosa. Segundo a delegada Helen Sardenberg, que fez o pedido de prisão preventiva, "É preciso estar ciente da profundidade e dos riscos de novos conflitos...Acreditamos que a solução depende de uma verdadeira e enérgica ação, caso contrário, estaremos sendo espectadores de mais uma indigna e criminosa área de conflito entre os seguidores do espiritismo".

E você, acredita em VERDADES ABSOLUTAS?

A verdade tem sempre três lados: o meu, o seu e o verdadeiro.


A verdade tem sempre três lados: o meu, o seu e o verdadeiro.


 Nenhum deles é falso, são apenas diferentes versões de uma mesma verdade.

Afinal, quem nunca se deparou com uma situação em que duas pessoas te dizem diferentes versões de um fato e não saber em qual delas confiar. Acredite, com nenhuma das versões está o que realmente aconteceu. Mas isso não quer dizer que um deles esteja mentindo. Tão pouco que o façam por maldade, é apenas uma característica bem humana.
Cada um tem uma personalidade, uma história de vida e um jeito único de enxergar o mundo. Isso faz com que quando cada um de nós contamos um fato, interfiramos nossas particularidades a ele. Sendo assim, não necessariamente por maldade ou benefício próprio, quando contamos algo a alguém sempre tem uma diferenciação, por mais que seja pequena, da realidade do fato.

Isso é fácil de notar, por exemplo, em uma briga de casal. Quando uma pessoa vem reclamar do namorado para você, repare, o conjugue sempre é pintado como um monstro, insensível, egoísta e culpado. Por outro lado, aquele que lhe conta a briga é sempre inocente, bom e correto. Mas quando vai se ver o outro lado, normalmente se nota o mesmo contraste. Afinal, quem está com a razão?
A verdade é que os dois estão certos. Cada um com sua particularidade, cada um com seu jeito de ver a vida. Ambos estão dizendo a verdade, apenas com visões diferentes.
June 17

Endereço.

Acho que assim fica melhor de entender.
Meu barração é em Nova Iguaçu.
jorgedoxumkare@hotmail.com
9818-0572
http://www.orkut.com.br/Main#AlbumZoom.aspx?uid=2502313080295330172&pid=6&aid=1$pid=6
May 28

Primeira Classe

 
 
 
"Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe econômica e viu que estava ao lado de um passageiro negro. Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo.

'Qual o problema, senhora?', pergunta uma comissária..

'Não está vendo?' - respondeu a senhora - 'vocês me colocaram ao lado de um negro. Não posso ficar aqui.  Você precisa me dar outra cadeira'

 'Por favor, acalme-se' - disse a aeromoça - 'infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível' A comissária se afasta e volta alguns minutos depois.

'Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe econômica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar mesmo na classe econômica. Temos apenas um lugar na primeira classe'. E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua:
 'Veja, é incomum que a nossa companhia permita à um passageiro da classe econômica se assentar na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um  passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável'.

E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:  'Portanto senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão,  pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe...'

E todos os passageiros próximos, que, estupefatos assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé."

ERE

Erê - é o intermediário entre a pessoa e seu Orixá, é o aflorar da criança que cada um guarda dentro de si; reside no ponto exato entre a consciência da pessoa e a inconsciência do orixá. É por meio do Erê que o Orixá expressa sua vontade, que o noviço aprende as coisas fundamentais do candomblé, como as danças e os ritos específicos de seu Orixá.

A palavra Eré vem do yorubá, iré, que significa "brincadeira, divertimento". Daí a expressão siré que significa “fazer brincadeiras”. O Ere(não confundir com criança que em yorubá é omodé) aparece instantaneamente logo após o transe do orixá, ou seja, o Ere é o intermediário entre o iniciado e o orixá. Durante o ritual de iniciação, o Ere é de suma importância pois, é o Ere que muitas das vezes trará as várias mensagens do orixá do recém-iniciado.

O Ere as vezes confundido com ibeji, na verdade é a inconsciência do novo omon-orixá, pois o Ere é o responsável por muita coisa e ritos passados durante o período de reclusão. O Ere conhece todas as preocupações do iyawo (filho), também, aí chamado de omon-tú ou “criança-nova”. O comportamento do iniciado em estado de “Ere” é mais influenciado por certos aspectos de sua personalidade, que pelo caráter rígido e convencional atribuído a seu orixá. Após o ritual do orúko, ou seja, nome de iyawo segue-se um novo ritual, ou o reaprendizado das coisas chamado Apanan.

May 27

II Confêrencia pela Igualdade Racial.

 

 

INFORMATIVO - ON LINE

www.jornaldoaxe.com.br   

 

 

 

 

 

 

II Conferência pela Igualdade Racial  

Estamos sendo lesados e excluídos em nossos direitos

 

A Conferência Nacional de Promoção de Igualdade Racial, promovida pelo governo Lula, entrará para a história como mais um lamentável episódio na história do tratamento dispensado a negros e negros neste país e principalmente pela forma seletiva de escolha de delegados para representar as comunidades tradicionais (terreiros).

 

Alguns Estados e Municípios de importância e de relevantes serviços prestados, ficaram sem representantes a sua altura e como São Paulo que, além de nomes duvidosos na lista não leva nenhum representante Umbandista.

 

E olha que São Paulo é o maior pólo de templos Umbandista, onde quase a totalidade dos terreiros de candomblé tem origem e formação nos templos de Umbanda. Sem contar que é o maior centro de agressões por parte dos intolerantes.

 

Chegamos a conclusão que a conferência promovida pela Secretária Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (Seppir). Convocada de forma burocrática e restritiva, como também já deixou mais do que evidente que tem como prioridade à satisfação de grupos e não o ataque às desigualdades sociais e econômicas do País.

 

A Conferência entrará para História como um espetáculo marcado pela artificialidade e por promessas fantasiosas. O que podemos esperar se os próprios membros do governo promovem a exclusão, preconceito e seletividade na suas escolhas, privando a própria comunidade de escolher seus legítimos representantes.

 

Nenhum processo poderá ser considerado legitimo e democrático se não for divulgado e promovido de forma a chegar aos conhecidos de todas as instituições e lideranças envolvidas na luta e defesa dos direitos sociais da Umbanda e do Candomblé.

 

Secretária Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (Seppir), não esta exigindo das pessoas ou supostas lideranças a comprovação de seus vínculos e pior ainda, não estão conferindo a autenticidades da identidade jurídica destas supostas instituições. A Seppir e demais secretárias e órgãos públicos estão legalizando o crime de falsidade ideológica e oportunismo político ao permitir a participação de qualquer pessoa nas plenárias, fóruns, reuniões e conferências.

 

E para piorar ainda mais este processo inadequado e injusto, na capital de São Paulo, quando da realização de uma reunião, convocada pela Secretária de Justiça e cidadania de repente ela virou uma plenária e realizaram definições, com testemunho de representastes públicos. Uma verdadeira vergonha.

 

Nesta reunião que virou plenária escolheram (3) representantes das comunidades tradicionais (terreiros) que irão a Brasília nos dias 06 e 07 de junho, como preliminar para a realização II Conferencia nacional pela igualdade racial. É inexplicável o que aconteceu e a forma como se realizou a tal reunião Plenária.

 

Poderíamos dizer que é uma piada, mas não é! A coisa é seria. As principais instituições não estavam presentes e os que lá compareceram não estavam a par do processo, pois foram convidadas de última hora.

 

A maioria das pessoas presentes, (amigo deste ou daquele) já sabia quem deveria escolher ou/e excluir do processo. Além de privar a Umbanda de uma representatividade já que poderia ao menos ter contemplado a Umbanda com uma vaga, escolheram os 3 representantes do Candomblé sem levar em conta critérios e valores que pudessem ser avaliados na hora da escolha. Vamos para Brasília! Obaaaaaaaaaaaaaaaaa.

 

Não estamos julgando as pessoas escolhidas, mas o processo e a forma como se deu os encaminhamentos são no mínimo vergonhosos e escancara a exclusão e oportunismo.

 

E pelo andar dos acontecimentos, podemos imaginar o que acontecerá em Brasília, que vai virar parque de diversão e alta promoção pessoal para algumas pessoas. Se o mesmo estiver acontecendo por outros Estados. Que nossos Orixás, voduns e Inkisi nos ajudem, pois estamos entregues a exclusão e à margem dos nossos direitos.

 

No dia da reunião, em defesa da escolha de Pai Varela para representar a Umbanda do Estado de São Paulo, Pai Guimarães pediu questão de ordem, fez um pronunciamento emocionado e clamou por respeito e por igualdade de direito e participação. Mas suas palavras não foram suficientes para sensibilizar os presentes e foi fechada a questão.

 

Estamos aguardando o posicionamento do Sr. Eduardo (representante da Secretária de Justiça e cidadania do estado de São Paulo) que se dizendo solidário e que ali era o local ideal para reclamações, que providenciaria a solução para a injustiça, colocando em pauta até a possibilidade de Pai Varela ir como Convidado especial.

 

Estamos aguardando a solução desta questão. Não acreditamos, mas vamos dar um voto de confiança e esperar. No momento certo iremos dar continuidade a esta manifestação com novos informes.

 

As instituições e lideranças que não foram convocadas ou estejam se sentido excluídas do processo, às margens de seus direitos, convidamos para se unirem a este manifesto acrescentando seu nome abaixo e enviando para sua lista de amigos. Tais fatos não podem mais acontecer.

 

MOVIMENTO CHEGA!!! www.movimentochega.com.br

GUERREIROS DO AXÉ – www.guerreirosdoaxe.com.br

ABRATU – www.abratu.com.br

JORNAL DO AXÉ – www.jornaldoaxe.com.br

 

Enive sua noticia ou fatos de interesse da coletividade Afro brasileira  e de Matriz africana para

 redacao@jornaldoaxe.com.br que publicaremos em nosso site ou distribuiremos para nossa lista como informativo.

 

 

Esse Informativo é enviado as pessoas e instituições ligadas a Umbanda e ao Candomblé que fazem parte de nossas atividades visitaram nossos sites.Caso não queira receber mais o Informativo, escreva para redacao@jornaldoaxe.com.br, com o assunto “REMOVER”.

 

April 22

De onde vieram nossos ancestrais afrnos

Ancestralidade Africana De onde vieram nossos ancestrais africanos?  A grande maioria veio da chamada África Ocidental e Centro-Ocidental. Rasgada por imensos rios, a plataforma rígida formada por uma série de planaltos  -        como disse um historiador:

"Uma cidadela solitária e hostil. Raras fendas, abertas na bruta fortaleza, permitem entrar-lhe no recinto".A história desta região, que vai do Senegal a Angola, revela a presença de povos, desde há muito, conhecedores da agricultura e do ferro. Pertencentes aos milenares troncos linguísticos nígero-congolês ou banto, sua organização social ficou marcada por uma luta feroz contra a natureza hostil. Ampliar as sociedades, humanizar a terra e lutar contra um clima impiedoso foi tarefa que, desde a Antiguidade, empurrou colonos para as savanas em busca de melhores condições de vida. A crescente desertificação do Saara, assim como o árduo desflorestamento de áreas ao sul do deserto, convidava grupos a se estabelecerem, embora de forma dispersa, em planícies inundáveis e sobre pequenas colinas. A escolha de tais lugares não era aleatória. Estas eram regiões facilmente defensáveis contra ataques de feras ou gente inimiga. Desde o século X, estas áreas de intensiva produção agrícola e cultural foram se multiplicando por vales fluviais e terras altas, em qualquer lugar onde a enxada de lâmina estreita ou um bastão para cavar, instrumentos da sobrevivência cotidiana, pudesse fecundar o solo. . Foi assim que no século XI, um povo, chamado por seus precursores de tellem, se instalou nas falésias do Mali para cultivar as bordas do extenso planalto de Bandiagara. Nas frestas de pedras, em profundas cavernas, esses agricultores estocavam grãos, enterravam seus mortos e erguiam oferendas aos seus deuses. A partir do século XV, tal gente vai lentamente sendo absorvida por um povo de diversa origem, os dogons. Criativos a ponto de aproveitar a menor gota d'água que encontrassem, eles cultivavam o milhete ou painço. Além disso, no curso interior do rio Níger, aproveitavam áreas favoráveis para plantar arroz de sequeiro. Devemos a eles as mais belas esculturas e as mais coloridas máscaras de toda a África, máscaras costumeiramente guardadas por iniciados encarregados de "conservar as almas ancestrais".

Esta tradição migratória era responsável pela lenta multiplicação de famílias ou de pequenos grupos que podiam se instalar ao lado de gente de origem completamente diferente. Os dogons, reuniam originalmente grupos de tradições e línguas tão diversas que, muitas vezes, vizinhos há poucas centenas de metros não se compreendiam. Mas foi esta diversidade que permitiu a criação de uma sociedade extremamente móvel, pronta a se deslocar cada vez que seus recursos pareciam limitados ou ameaçados.

À medida que os indivíduos se adaptavam a diferentes ambientes, a cultura se diferenciava, formando múltiplos grupos étnicos. Foi o talento de Jan Vansina que conseguiu arrancar de tantos idiomas preciosas informações históricas. Da mesma maneira que os colonos de origens diversas, estabelecidos nas falésias de Bandiagara, no Mali, tinham estabelecido uma cultura dogon bem específica. Na borda nordeste da floresta equatorial, falantes de língua banto oriental se misturaram a cultivadores de cereais, falantes de língua saaro-nilórica, dando origem a uma cultura complexa. Ao norte do continente, na borda oriental de montanhas de difícil acesso como Xoa, na Etiópia, esses grupos entram em contato com cultivadores de cereais que falavam língua banto oriental. Ao sudoeste, para além da floresta, nas savanas da atual Angola, haviam sido criadas, desde 1400, concentrações populacionais nos vales fluviais, a partir dos quais se avançou em direção às regiões mais altas dos montes Mitumba, entre Ruanda e o Congo

Apesar do enorme esforço de ocupação da terra, os habitantes da África Atlântica tinham que lutar com afinco contra um mundo hostil, instável e agressivo. Pesquisas de historiadores e demógrafos revelam que as doenças os atacavam impiedosamente, como sugerem as deformidades e dores que os artistas iorubás da cidade de Ifé imprimiam às suas esculturas em terracota. É possível que a maior parte das doenças fosse crônica e não fatal, pois as populações tiveram muito tempo para se adaptar aos parasitas. Exceto nas regiões mais secas, a malária era o mais fatal dos males, ceifando muitos recém-nascidos. Em razão de essa doença não se ter disseminado nas altas terras de Camarões, a região conheceu uma colonização intensiva.

A mosca tsé-tsé, portadora de tripanossomíase - parasita da doença do sono - infestava, por sua vez, inúmeras terras ribeirinhas da África central, matando, no século XIV, até um monarca, o rei Diata II do Mali; ela era, em geral, crônica. Conhecia-se, aí, também uma forma benigna de varíola. Tanta e tão longa convivência com a doença favoreceu o progresso das competências médicas. O banto primitivo possui um radical para a palavra remédio, "ti", que é o mesmo para árvore, indicando que as práticas de cura guardavam estreita relação com o conhecimento das plantas. No século XVI, depois da chegada dos portugueses a Angola, missionários jesuítas foram os primeiros a observar a competência de curandeiros, parteiras, cirurgiões barbeiros e feiticeiros no preparo de pomadas, unguentos, purgativos e outros remédios. Pesquisas antropológicas só vieram a confirmar o caráter racional dos sistemas médicos bantos. Ruim era quando a doença se acompanhava de uma baixa de vitaminas e proteínas animais, seguida de hemorragias, dores de cabeça, febres, cólicas, dores de estômago, como as reveladas no século XVII, na
Costa do Ouro. Tais doenças se deviam ao consumo de água imprópria. Igualmente cruéis eram os sofrimentos impostos pelo "verme da Guiné", nematóide que se instala sob a pele

A fome, segundo os demógrafos, constituía em todas as regiões, salvo nas de culturas irrigadas, o outro obstáculo ao crescimento das populações. A tradição oral e as crônicas islâmicas das aldeias nas savanas associavam-na à seca e sublinham seus efeitos devastadores.““Arquivos portugueses revelam que, durante o século XVI, Angola sofreu uma grande fome que se repetia a cada sessenta anos.

Não se sabe se a situação teria piorado com a introdução, pêlos europeus, de uma forma mais mortal de varíola; as fomes, contudo, eram horrivelmente destrutoras. Elas empurravam os grupos a trocar suas crianças por comida, famílias a vender seus filhos e dependentes por um alqueire de sorgo ou milhete, e homens e mulheres a se deixar escravizar para não morrer de inanição. Fomes também podiam ser atribuídas aos gafanhotos - mencionados no Mali, em 1352, pelo viajante Ibn Batuta -, mas também às fortes inundações, ventos, guerras, secas e ao abuso de poder.

As mais graves crises se produziram nos anos de 1680 quando a fome ceifou da Senegâmbia ao curso superior do Nilo: muitos se venderam como escravos, com o único objetivo de sobreviver. Foi assim, também, em 1736 e 1756, quando a região foi assolada por secas e gafanhotos. Teria morrido, provavelmente, metade da população de Tombuctu, localizada na encruzilhada das mais ricas rotas transaarianas, levando Akbar Molouk a anotar: "As pessoas mais distintas só comiam grãos e ervas e toda a sorte de cereais que em tempos normais eram comidos pêlos mais pobres"; esses últimos, segundo alguns autores, ficaram sujeitos a comer-se entre si, o que na África era considerado crime gravíssimo. Hecatombes de tal amplitude eram possíveis: no Cabo Verde três fomes, entre 1773 e 1866, mataram cerca de 40% da população

IDÉIAS E PRÁTICAS RELIGIOSAS DE NOSSOS ANCESTRAIS

IDÉIAS E PRÁTICAS RELIGIOSAS  DE NOSSOS ANCESTRAIS

A maior parte dos autores considera difícil reconstituir as idéias e práticas religiosas, pois essas eram constantemente renovadas. Os africanos não islamizados não possuíam escrituras, tinham, em lugar disto, tradições orais. E julgavam a religião por sua vivência diária, sobretudo quando se tratava de aliviar sofrimentos e de assegurar paz, prosperidade e fecundidade. Ai, se não funcionasse! O rei do Ndongo, atual Angola, fez executar onze fazedores de chuva durante uma terrível seca em 1575. Um tal "pragmatismo" religioso resultava em práticas e saberes religiosos muito diversos que aceitavam bem novidades se estas fossem válidas. As religiões estavam, pois, sujeitas a transformações, constituindo-se num dos aspectos mais plurais da cultura. Muitos observadores cristãos e muçulmanos se impressionaram com esse caráter diverso e fragmentado, reforçado pela ausência de textos escritos.

Os bantos mantiveram certa homogeneidade religiosa da qual sua língua é testemunha. Certas palavras provam que idéias sobre um espírito criador, espíritos de ancestrais e da natureza, filtros e feitiços, rituais e feiticeiros eram comuns. Cada grupo, contudo, chegava a idéias e práticas específicas. No século XV, por exemplo, o povo congo parece ter partilhado a noção de que um "espírito criador" estaria acima dos demais, e que as forças da natureza e dos ancestrais eram muito ativas. Estatuetas era o suporte material dos avós mortos e, por extensão, figuras por meio das quais se recuperava e utilizava os espíritos do além. Obras de um sacerdote especialista, único responsável por sua força mágica, tais estatuetas intervinham para fazer frente aos problemas do cotidiano - doenças, esterilidade, conflitos de todo o tipo. Uma abertura no dorso ou na barriga da estatueta protegia nas preparações de feitiços para as diferentes necessidades. Havia os "bons" feitiços, favoráveis à riqueza e fecundidade. E havia os "vingadores", encarregados de, por meios dolorosos, remediar problemas. Cada linhagem matrilinear comunicava-se com seus ancestrais por rituais efetuados em tumbas. A fertilidade agrícola era invocada por chefes da terra, que se serviam de mediadores espirituais. Divindades da natureza confundiam-se, muitas vezes, com figuras humanas deificadas, como é o caso de Ogum ou Xangô, e muitos deles confundiam, também, os sexos. Já no reino Cuba, no século XVIII, veneravam-se três espíritos criadores diferentes numa mostra da complexidade da religião e pensava-se que as ameaças naturais eram fruto de desordem social e moral. No Mali do século XI sacrificavam-se animais para chamar chuva. No Benim, a divindade mais cultuada, segundo alguns autores, era Olodum: ele garantia filhos e riquezas e era o benfeitor particular das mulheres.

As crenças diziam que os mortos viviam num mundo de sombras, reproduzindo as condições terrenas. Por isso mesmo os reis de Gana eram enterrados com seus ornamentos, sua comida, seus servidores. Em algumas destas cerimônias, segundo cronistas europeus, matavam-se dezenas de escravos. Na Costa do Ouro, os homens comuns, por vezes, endereçavam ao sacrifício uma de suas mulheres ou alguns de seus Filhos. Em Bissau, quando da morte do rei, sacrificavam-se jovens que caminhavam para a morte cantando e dançando. As pessoas eram simplesmente decapitadas. Entre os dogons, as cerimônias funerárias incluíam danças no telhado da casa dos defuntos, nas quais muitos mascarados participavam segundo regras precisas. O objetivo era afastar a alma, evitando que esta voltasse, apavorando os membros da família. Uma festa periódica permitia o uso de uma grande máscara em forma de serpente. Ela simbolizava o ancestral morto, elemento de ligação entre o mundo dos vivos e dos mortos. Onde havia sistemas patriarcais dominando as sociedades, prosperava o culto aos ancestrais. De toda a forma, como resumiu o escritor angolano Mia Couto, "Em África, os mortos não morrem nunca. Exceto os que morrem mal... Afinal, a morte é um outro nascimento".

Onde a organização das aldeias era forte, a religião apoiava-se em sociedades secretas cujo objetivo era tirar força dos espíritos para curar doenças, assegurar a fertilidade e combater feitiços. É o caso da sociedade de iniciação Poro, presente em toda a África Atlântida. Ao longo de sete anos, jovens do sexo masculino passavam por três fases que os permitiam acesso ao conhecimento sobre a criação do mundo. O ensino era submetido a regras e hierarquias estritas. Os neófitos, ou seja, os que acabavam de ingressar na sociedade, falavam uma língua própria e cada classe portava ornamentos que as identificasse.

Os iorubás e outros povos aparentados veneravam, por sua vez, várias divindades: os orixás, divindades da natureza (trovão, rios, arco-íris etc.) que, depois de sua deifícação foram assimilados a ancestrais fundadores de dinastias. Elas intercediam entre os homens e o deus criador, Olodum. Entre estes orixás, Xangô, com o rosto sempre coberto pelas franjas de sua coroa de contas, tinha um lugar especial no panteão dos deuses. Terceiro ou quarto rei de Oió, cidade situada ao norte do reino iorubá, na Nigéria, ele era ao mesmo tempo temido no que diz respeito à justiça e venerado por suas manifestações, que trazem chuvas regulares.

Segundo as tradições orais, este soberano tirânico teria sido destronado e enforcado na floresta. Uma tempestade se teria abatido sobre a cidade de Oió, manifestando a cólera e a vingança de Xangô, vingança simbolizada no trovão e no raio. Desde então, ele se tomou o orixá dos raios, trovões e tempestades. Nas cerimônias que lhe são oferecidas, os sacerdotes portam na mão esquerda uma cabaça e na outra, o bastão com uma figura feminina penteada com a imagem do "duplo machado", emblema de Xangô. Esse remete tanto às pedras de raios lançadas pelo deus durante as chuvaradas, quanto à pedra neolítica que os camponeses teriam encontrado nos campos e interpretado como um presente seu.

Os iorubás e outros povos aparentados serviam a um orixá quer por herança, quer porque a divindade, por intermédio de um adivinho, os teria escolhido. Alguns orixás eram reconhecidos em certas aldeias ou cidades, outros, em toda uma área cultural. Os seus adoradores podiam reunir-se e formar um grupo local provido de templo, imagens, sacerdotes, rituais coletivos e uma função no intenso e colorido ciclo de festas. A adivinhação também era largamente utilizada. Nela, destacava-se o Ifá, sistema ma no qual um profissional escolhia, entre várias centenas de versos memorizados, aqueles que servissem ao consulente.

As coisas mudam quando surge o Islã. Esse se expandiu pela savana, em boa parte, graças ao comércio. Onde houvesse entrepostos ele se instalava. O Alcorão chegava junto com as barras de sal, os fardos de tecidos, os cestos, os objetos de cobre e os alimentos. Ia se insinuando, graças ao prestígio de que gozavam estas comunidades de mercadores. A gente local, devota de divindades ligadas a terra, às águas, às árvores, temia e respeitava este misto de comerciantes e sacerdotes, que perambulavam com talismãs ao pescoço - saquinhos de couro contendo um trecho do Corão - capazes de protegê-los de feitiçarias e inimigos. Além disso, previam o futuro, cuidavam dos enfermos e rezavam para chover. Estes mercadores aparecem nos livros como uângaras ou diuias.

nossos ancestrais

No século XIV os tuaregues se convertem à nova fé. Nasce um grupo clerical, os kuntas, afiliado a uma das mais importantes fraternidades consagradas à penetração do Islã. No Bornu, entre 1574 e 1728, ao menos doze de seus soberanos fizeram viagens a Meca, passando pelo Cairo com enormes caravanas. Para a mesma época, há indicações de islamização extensiva nos campos. A dinastia Songai enraizada na curva do Níger se manteve, todavia, fiel à religião local. Sua queda, em 1493, ocasionada por uma coalizão de oficiais e clérigos dirigidos por ásquia (rei) Muhamed delongai, foi o primeiro golpe de Estado islâmico na África Atlântica. Entre os haussás, no fim do século XV, os soberanos das cidades-estados de Cano, Zaria e Katsina eram muçulmanos, mas isto não evitou tensões e resistências. Na última, um reputado centro de educação, conservavam-se ritos pagãos de coroação. O palácio, apesar do islamismo, era um bastião de culto aos espíritos.

No sul, a expansão foi mais difícil. Grupos islâmicos vindos do norte da África e até do Oriente Médio pelo Sael, chegaram entre os iorubás no século XV. Mas, aos fins do século XVIII, o clero dos Estados haussás considerava que os iorubás pagãos podiam ser reduzidos à escravidão. Tanto religiosos muçulmanos quanto cristãos consideravam as religiões africanas obras do diabo. No reino Kano, islâmicos abateram árvores sagradas de onde saíam, segundo eles, "estranhos demónios", para construir mesquitas no lugar. Os africanos consideravam os muçulmanos poderosos feiticeiros. A crônica de Gonja, coleção de antigos documentos sobre a história do continente, revela que o rei se converteu depois de ter constatado a superioridade muçulmana na guerra. A hermética sociedade Poro fez de um deles membro, apenas para protegê-la de seus inimigos. Os amuletos de origem islâmica eram particularmente apreciados. O islamismo mudou até a genealogia dos reis negros. No Mali, diziam-se descendentes do muezim - aquele que anuncia em voz alta, as horas de preces - do profeta Maomé. No Kanem, atual Chade, os soberanos afirmavam ter origens no Oriente Médio. O Islã oferecia aos africanos do oeste uma idéia mais precisa do Criador e das maneiras de se aproximar dele, poderosas visões do paraíso e do inferno, um sentimento de destino a atingir e uma cosmologia sob autoridade da revelação divina.

Nas cidades haussás do Bornu tudo isto foi adotado, mesmo por aqueles que continuaram adeptos do panteão local. Alá fundiu-se com o espírito criador. Emprestou-se da nova fé a idéia de anjos e demónios. Adotou-se a idéia de uma figura profética capaz de revelar o saber divino aos homens. Resultou disso uma variedade de crenças que os soberanos encorajavam na preocupação de manter a harmonia. Ibn Batuta viu, assim, o rei do Mali celebrar, de manhã, o ramada, indo, à tarde, ouvir os feiticeiros vestidos com máscaras de pássaros cantar louvores à dinastia reinante. Conta-se que um soberano de Jené fez construir uma mesquita dividida em duas partes: uma para muçulmanos, outra para pagãos. Até o século XVIII, sacrificavam-se animais para Alá, na corte de Katsina.

Os muçulmanos reagiram contra tal ecletismo, condenando, o sacrifício de escravos e serviçais quando da morte de soberanos, punindo a excisão de mulheres e lutando contra a magia. A veneração do livro santo - o Alcorão - mostrou a que ponto a alfabetização podia separar as religiões. Muitas palavras africanas foram tomadas emprestado dos árabes, por exemplo, tinta, amuleto e lucro, entre os songai.

Portanto, na sua terrível luta contra a natureza, os africanos se preocupavam, sobretudo, com a prosperidade e a harmonia no seio do mundo terrestre. Este ideal era encarnado pela figura do "grande homem", rico em armazéns de grãos, em gado, em ouro e, sobretudo, em escravos prontos para assegurar trabalho, segurança e poder. A poesia traz inúmeras imagens sobre essa existência ideal feita de riquezas, mulheres, filhos, títulos e uma longa vida. A busca da prosperidade levava a um espírito de reciprocidade, provado através da distribuição de bebidas, comidas a todos. O resultado é que não havia acumulação sem redistribuição. A fortuna - arziki, em haussá - se perdia facilmente onde a natureza era hostil e a morte se mostrava tão presente. Num mundo onde não faltavam terras, pobres eram aqueles que não podiam trabalhar, porque eram velhos, mutilados ou muito jovens, ou porque não podiam contar com a parentela para sobreviver. Fora do quadro familiar, a proteção era informal.


Fonte: MARY DEL PRIORE E RENATO PINTO VENÂNCIO.
ANCESTRAIS - UMA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DA ÁFRICA ATLÂNTICA

Texto Adaptado Por Lokeni Ifatolà

 

April 21

EGUNS por Manuel Gomes Filho

EGUNS
O CULTO DOS EGUNS NO CANDOMBLÉ

Os negros iorubanos originários da Nigéria trouxeram para o Brasil o culto dos seus ancestrais chamados Eguns ou Egunguns. Em Itaparica (BA), duas sociedades perpetuam essa tradição religiosa.
(Revista Planeta n.º 162 - março 86)

Os cultos de origem africana chegaram ao Brasil juntamente com os escravos. Os iorubanos - um dos grupos étnicos da Nigéria, resultado de vários agrupamentos tribais, tais como Keto, Oyó, Itexá, Ifan e Ifé, de forte tradição, principalmente religiosa - nos enriqueceram com o culto de divindades denominadas genericamente de orixás.
(1 - Por motivos gráficos e para facilitar a leitura, os termos em língua yorubá foram aportuguesados. Ex.: orisá = orixá.)

Esses negros iorubanos não apenas adoram e cultuam suas divindades, mas também seus ancestrais, principalmente os masculinos. A morte não é o ponto final da vida para o iorubano, pois ele acredita na reencarnação (àtúnwa), ou seja, a pessoa renasce no mesmo seio familiar ao qual pertencia; ela revive em um dos seus descendentes. A reencarnação acontece para ambos os sexos; é o fato terrível e angustiante para eles não reencarnar.

Os mortos do sexo feminino recebem o nome de Iami Agbá (minha mãe anciã), mas não são cultuados individualmente. Sua energia como ancestral é aglutinada de forma coletiva e representada por Iami Oxorongá, chamada também de Iá Nlá, a grande mãe.

Esta imensa massa energética que representa o poder de ancestralidade coletiva feminina é cultuada pelas "Sociedades Geledê", compostas exclusivamente por mulheres, e somente elas detêm e manipulam este perigoso poder. O medo da ira de Iami nas comunidades é tão grande que, nos festivais anuais na Nigéria em louvor ao poder feminino ancestral, os homens se vestem de mulher e usam máscaras com características femininas, dançam para acalmar a ira e manter, entre outras coisas, a harmonia entre o poder masculino e o feminino (veja a lenda sobre Odu).

Além da Sociedade Geledê, existe também na Nigéria a Sociedade Oro. Este é o nome dado ao culto coletivo dos mortos masculinos quando não individualizados. Oro é uma divindade tal qual Iami Oxorongá, sendo considerado o representante geral dos antepassados masculinos e cultuado somente por homens. Tanto Iami quanto Oro são manifestações de culto aos mortos. São invisíveis e representam a coletividade, mas o poder de Iami é maior e, portanto, mais controlado, inclusive, pela Sociedade Oro.

Outra forma, e mais importante de culto aos ancestrais masculinos é elaborada pelas "Sociedades Egungum". Estas têm como finalidade celebrar ritos a homens que foram figuras destacadas em suas sociedades ou comunidades quando vivos, para que eles continuem presentes entre seus descendentes de forma privilegiada, mantendo na morte a sua individualidade. Esse mortos surgem de forma visível mas camuflada, a verdadeira resposta religiosa da vida pós-morte, denominada Egum ou Egungum. Somente os mortos do sexo masculino fazem aparições, pois só os homens possuem ou mantém a individualidade; às mulheres é negado este privilégio, assim como o de participar diretamente do culto.

Esses Eguns são cultuados de forma adequada e específica por sua sociedade, em locais e templos com sacerdotes diferentes dos dos orixás. Embora todos os sistemas de sociedade que conhecemos sejam diferentes, o conjunto forma uma só religião: a iorubana.

No Brasil existem duas dessas sociedades de Egungum, cujo tronco comum remonta ao tempo da escravatura: Ilê Agboulá, a mais antiga, em Ponta de Areia, e uma mais recente e ramificação da primeira, o Ilê Oyá, ambas em Itaparica, Bahia (veja quadro histórico).

O Egum é a morte que volta à terra em forma espiritual e visível aos olhos dos vivos. Ele "nasce" através de ritos que sua comunidade elabora e pelas mãos dos Ojé (sacerdotes) munidos de um instrumento invocatório, um bastão chamado ixã, que, quando tocado na terra por três vezes e acompanhado de palavras e gestos rituais, faz com que a "morte se torne vida", e o Egungum ancestral individualizado está de novo "vivo".

A aparição dos Eguns é cercada de total mistério, diferente do culto aos orixás, em que o transe acontece durante as cerimônias públicas, perante olhares profanos, fiéis e iniciados. O Egungum simplesmente surge no salão, causando impacto visual e usando a surpresa como rito. Apresenta-se com uma forma corporal humana totalmente recoberta por uma roupa de tiras multicoloridas, que caem da parte superior da cabeça formando uma grande massa de panos, da qual não se vê nenhum vestígio do que é ou de quem está sob a roupa.

Fala com uma voz gutural inumana, rouca, ou às vezes aguda, metálica e estridente - característica de Egum, chamada de séègí ou sé, e que está relacionada com a voz do macaco marrom, chamado ijimerê na Nigéria (veja lendas de Oyá).
As tradições religiosas dizem que sob a roupa está somente a energia do ancestral; outras correntes já afirmam estar sob os panos algum mariwo (iniciado no culto de Egum) sob transe mediúnico. Mas, contradizendo a lei do culto, os mariwo não podem cair em transe, de qualquer tipo que seja. Pelo sim ou pelo não, Egum está entre os vivos, e não se pode negar sua presença, energética ou mediúnica, pois as roupas ali estão e isto é Egum.

A roupa do Egum - chamada de eku na Nigéria ou opá na Bahia -, ou o Egungum propriamente dito, é altamente sacra ou sacrossanta e, por dogma, nenhum humano pode tocá-la. Todos os mariwo usam o ixã para controlar a "morte", ali representada pelos Eguns. Eles e a assistência não devem tocar-se, pois, como é dito nas falas populares dessas comunidades, a pessoa que for tocada por Egum se tornará um "assombrado", e o perigo a rondará. Ela então deverá passar por vários ritos de purificação para afastar os perigos de doença ou, talvez, a própria morte.

Ora, o Egum é a materialização da morte sob as tiras de pano, e o contato, ainda que um simples esbarrão nessas tiras, é prejudicial. E mesmo os mais qualificados sacerdotes - como os ojé atokun, que invocamm, guiam e zelam por um ou mais Eguns - desempenham todas essas atribuições substituindo as mãos pelo ixã.

Os Egum-Agbá (ancião), também chamados de Babá-Egum (pai), são Eguns que já tiveram os seus ritos completos e permitem, por isso, que suas roupas sejam mais completas e suas vozes sejam liberadas para que eles possam conversar com os vivos. Os Apaaraká são Eguns mudos e suas roupas são as mais simples: não têm tiras e parecem um quadro de pano com duas telas, uma na frente e outra atrás. Esses Eguns ainda estão em processo de elaboração para alcançar o status de Babá; são traquinos e imprevisíveis, assustam e causam terror ao povo.

O eku dos Babá são divididos em três partes:
• o abalá, que é uma armação quadrada ou redonda, como se fosse um chapéu que cobre totalmente a extremidade superior do Babá, e da qual caem várias tiras de panos coloridas, formando uma espécie de franjas ao seu redor;
• o kafô, uma túnica de mangas que acabam em luvas, e pernas que acabam igualmente em sapatos; e
• o banté, que é uma tira de pano especial presa no kafô e individualmente decorada e que identifica o Babá.

O banté, que foi previamente preparado e impregnado de axé (força, poder, energia transmissível e acumulável), é usado pelo Babá quando está falando e abençoando os fiéis. Ele sacode na direção da pessoa e esta faz gestos com as mãos que simulam o ato de pegar algo, no caso o axé, e incorporá-lo. Ao contrário do toque na roupa, este ato é altamente benéfico.

Na Nigéria, os Agbá-Egum portam o mesmo tipo de roupa, mas com alguns apetrechos adicionais: uns usam sobre o alabá mascaras esculpidas em madeira chamadas erê egungum; outros, entre os alabá e o kafô, usam peles de animais; alguns Babá carregam na mão o opá iku e, às vezes, o ixã. Nestes casos, a ira dos Babás é representada por esses instrumentos litúrgicos.

Existem várias qualificações de Egum, como Babá e Apaaraká, conforme sus ritos, e entre os Agbá, conforme suas roupas, paramentos e maneira de se comportarem. As classificações, em verdade, são extensas.

Nas festas de Egungum, em Itaparica, o salão público não tem janelas, e, logo após os fiéis entrarem, a porta principal é fechada e somente aberta no final da cerimônia, quando o dia já está clareando. Os Eguns entram no salão através de uma porta secundária e exclusiva, único local de união com o mundo externo.

Os ancestrais são invocados e eles rondam os espaços físicos do terreiro. Vários amuxã (iniciados que portam o ixã) funcionam como guardas espalhados pelo terreiro e nos seus limites, para evitar que alguns Babá ou os perigosos Apaaraká que escapem aos olhos atentos dos ojés saiam do espaço delimitado e invadam as redondezas não protegidas.

Os Eguns são invocados numa outra construção sacra, perto mas separada do grande salão, chamada de ilê awo (casa do segredo), na Bahia, e igbo igbalé (bosque da floresta), na Nigéria. O ilê awo é dividido em uma ante-sala, onde somente os ojé podem entrar, e o lèsànyin ou ojê agbá entram.

Balé é o local onde estão os idiegungum, os assentamentos - estes são elementos litúrgicos que, associados, individualizam e identificam o Egum ali cultuado - , e o ojubô-babá, que é um buraco feito diretamente na terra, rodeado por vários ixã, os quais, de pé, delimitam o local.
Nos ojubô são colocadas oferendas de alimentos e sacrifícios de animais para o Egum a ser cultuado ou invocado. No ilê awo também está o assentamento da divindade Oyá na qualidade de Igbalé, ou seja, Oyá Igbalé - a única divindade feminina venerada e cultuada, simultaneamente, pelos adeptos e pelos próprios Eguns (veja Mitos Oyá-Egum).

No balé os ojê atokun vão invocar o Egum escolhido diretamente no assentamento, e é neste local que o awo (segredo) - o poder e o axé de Egum - nasce através do conjunto ojê-ixã/idi-ojubô. A roupa é preenchida e Egum se torna visível aos olhos humanos.

Após saírem do ilê awo, os Eguns são conduzidos pelos amuxã até a porta secundária do salão, entrando no local onde os fiéis os esperam, causando espanto e admiração, pois eles ali chegaram levados pelas vozes dos ojê, pelo som dos amuxã, brandindo os ixã pelo chão e aos gritos de saudação e repiques dos tambores dos alabê (tocadores e cantadores de Egum). O clima é realmente perfeito.

O espaço físico do salão é dividido entre sacro e profano. O sacro é a parte onde estão os tambores e seus alabê e várias cadeiras especiais previamente preparadas e escolhidas, nas quais os Eguns, após dançarem e cantarem, descansam por alguns momentos na companhia dos outros, sentados ou andando, mas sempre unidos, o maior tempo possível, com sua comunidade. Este é o objetivo principal do culto: unir os vivos com os mortos.

Nesta parte sacra, mulheres não podem entrar nem tocar nas cadeiras, pois o culto é totalmente restrito aos homens. Mas existem raras e privilegiadas mulheres que são exceção, como se fosse a própria Oyá; elas são geralmente iniciadas no culto dos orixás e possuem simultaneamente oiê (posto e cargo hierárquico) no culto de Egum - estas posições de grande relevância causam inveja à comunidade feminina de fiéis.

São estas mulheres que zelam pelo culto, fora dos mistérios, confeccionando as roupas, mantendo a ordem no salão, respondendo a todos os cânticos ou puxando alguns especiais, que somente elas têm o direito de cantar para os Babá. Antes de iniciar os rituais para Egum, elas fazem uma roda para dançar e cantar em louvor aos orixás; após esta saudação elas permanecem sentadas junto com as outras mulheres. Elas funcionam como elo de ligação entre os atokun e os Eguns ao transmitir suas mensagens aos fiéis. Elas conhecem todos os Babá, seu jeito e suas manias, e sabem como agradá-los(ver quadro: oiê femininos).

Este espaço sagrado é o mundo do Egum nos momentos de encontro com seus descendentes. Assistência está separada deste mundo pelos ixã que os amuxã colocam estrategicamente no chão, fazendo assim uma divisão simbólica e ritual dos espaços, separando a "morte" da "vida". É através do ixã que se evita o contato com o Egun: ele respeita totalmente o preceito, é o instrumento que o invoca e o controla. às vezes, os mariwo são obrigados a segurar o Egum com o ixã no seu peito, tal é a volúpia e a tendência natural de ele tentar ir ao encontro dos vivos, sendo preciso, vez ou outra, o próprio atokun ter de intervir rápida e rispidamente, pois é o ojê que por ele zela e o invoca, pelo qual ele tem grande respeito.

O espaço profano é dividido em dois lados: à esquerda ficam as mulheres e crianças e à direita, os homens. Após Babá entrar no salão, ele começa a cantar seus cânticos preferidos, porque cada Egum em vida pertencia a um determinado orixá. Como diz a religião, toda pessoa tem seu próprio orixá e esta característica é mantida pelo Egum.

Por exemplo: se alguém em vida pertencia a Xangô, quando morto e vindo com Egum, ele terá em suas vestes as características de Xangô, puxando pelas cores vermelha e branca. Portará um oxê (machado de lâmina dupla), que é sua insígnia; pedirá aos alabês que toquem o alujá, que também é o ritmo preferido de Xangô, e dançará ao som dos tambores e das palmas entusiastas e excitantemente marcadas pelo oiê femininos, que também responderão aos cânticos e exigirão a mesma animação das outras pessoas ali presentes.

Babá também dançará e cantará suas próprias músicas, após ter louvado a todos e ser bastante reverenciado. Ele conversará com os fiéis, falará em um possível iorubá arcaico e seu atokun funcionará como tradutor. Babá-Egum começará perguntando pelos seus fiéis mais freqüentes, principalmente pelos oiê femininos; depois, pelos outros e finalmente será apresentado às pessoas que ali chegaram pela primeira vez.

Babá estará orientando, abençoando e punindo, se necessário, fazendo o papél de um verdadeiro pai, presente entre seus descendentes para aconselhá-los e protegê-los, mantendo assim a moral disciplina comum às suas comunidades, funcionando como verdadeiro mediador dos costumes e das tradições religiosas e laicas.

Finalizando a conversa com os fiéis e já tendo visto seus filhos, Babá-Egum parte, a festa termina e a porta principal é aberta: o dia já amanheceu. Babá partiu, mas continuará protegendo e abençoando os que foram vê-lo.

Esta é uma breve descrição de Egungum, de uma festa e de sua sociedade, não detalhada, mas o suficiente para um primeiro e simples contato com este importante lado da religião. E também para se compreender a morte e a vida através das ancestralidades cultuadas nessas comunidades de Itaparica, como um reflexo da sobrevivência direta, cultural e religiosa dos iorubanos da Nigéria.

Manoel Gomes Filho

Escreva a Sua Historia.

Escreva a Sua História


Escreva a sua história na areia da praia,
Para que as ondas a levem através dos 7 mares;
Ate tornar-se lenda na boca de estrelas cadentes.

Conte a sua história ao vento,
Cante aos mares para os muitos marujos;
Cujos olhos são faróis sujos e sem brilho.

Escreva no asfalto com sangue,
Grite bem alto a sua história antes que ela seja varrida na
Manha seguinte pelos garis.

Abra o peito em direção dos canhões,
Suba nos tanques de Pequim,
Derrube os muros de Berlim,
Destrua as cátedras de Paris.

Defenda a sua palavra,
A vida nao vale nada se você nao tem uma boa história pra contar.Pedro Bial

April 16

MINHA FÉ.

April 13

bonecas

April 12

FELIZPASCOA

DOMINGO DE RAMOS.

DOMINGO DE RAMOS




Acordei hoje cedo, não sei por que, fui ate a janela, somente para ver como o mar estava, lindo como sempre, mas me surpreendeu uma coisa pessoas passando com folhas de coqueiro nas mãos. Foi ai que lembrei DOMINGO DE RAMOS, olhando aquilo fiquei pensando!
Independente de o povo de santo concordar ou não, se devemos ou não Cultuar a Quaresma. Para mim (eu que vim de uma religião Evangélica, passei por Angola seis anos e fui feito em Keto (que não cultua Quaresma)). Respeito (independente de Dogmas). Quem veio de Umbanda e tem seu Caboclo seu Preto velho, pode esquecer deles por que é feito no Keto, acredito que não, porém podemos cultuá-los, não necessariamente fazer Toques, fazer gira para desenvolver seus filhos que são de Keto. Porém podemos colocar seus agrados suas bebidas seus fumos. Afinal são nossos amigos de longa data. Gosto muito quando amigos me convidam para ir a suas casas assistir seu toque de Caboclos, beber Jurema e por ai vai. E melhor ainda assistir as pessoas com devoção humildade, carinhos pela entidade em terra (Caboclos, pretos velhos) é um cuidado um carinho muito especial, poucas vezes visto em não (me desculpe, mas é verdade – não digo todas), Mas cada um é cada um. Cada um faz de sua casa como achar melhor fica nas casas quem concorda, quem não concorda saia, mas não precise falar mal, simplesmente não concordo. Quando eu não concordo com uma coisa, eu não participo. Mesmo assim um bom Domingo de Ramos para Todos. Axe.
Só para efeito de curiosidade.
O Domingo de Ramos abre por excelência a Semana Santa celebra a entrada triunfal de Jesus Cristo na cidade de Jerusalém. Jesus foi para Jerusalém para celebrar a Páscoa Judaica com os seus amigos (discípulos). Teria entrado, segundo referem os evangelhos, sentado num burro e foi aclamado pela população que o via como um homem enviado por Deus, pois Ele operava milagres. É chamado assim porque o povo cortou ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para cobrir o chão onde Jesus passava montado num jumento. Com folhas de palmeiras nas mãos, o povo o aclamava “Rei dos Judeus”, “Hosana ao Filho de Davi”, “Salve o Messias...” E assim, Jesus entra triunfante em Jerusalém despertando nos sacerdotes e mestre da lei muita inveja, desconfiança, medo de perder o poder. Começa então uma trama para condenar Jesus à morte e morte de cruz.
O povo o aclama cheio de alegria e esperança, pois Jesus como o profeta de Nazaré da Galiléia, o Messias, o Libertador, certamente para eles, iria libertá-los da escravidão política e econômica imposta cruelmente pelos romanos naquela época e, religiosa que massacrava a todos com rigores excessivos e absurdos. Isto aconteceu alguns dias antes da sua Paixão, Morte e Ressurreição. A Páscoa Cristã celebra então a Ressurreição de Jesus Cristo.

Mas, essa mesma multidão, poucos dias depois, manipulada pelas autoridades religiosas, o acusaria de impostor, de blasfemador, de falso messias. E incitada pelos sacerdotes e mestres da lei, exigiria de Pôncio Pilatos, governador romano da província, que o condenasse à morte.

Por isso, na celebração do Domingo de Ramos, proclamamos dois evangelhos: o primeiro, que narra a entrada festiva de Jesus em Jerusalém fortemente aclamado pelo povo; depois o Evangelho da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, onde são relatados os acontecimentos do julgamento de Cristo. Julgamento injusto com testemunhas compradas e com o firme propósito de condená-lo à morte. Antes, porém, da sua condenação, Jesus passa por humilhações, cusparadas, bofetadas, é chicoteado impiedosamente por chicotes romanos que produziam no supliciado, profundos cortes com grande perda de sangue. Só depois de tudo isso que, com palavras é impossível descrever o que Jesus passou por amor a nós, é que Ele foi condenado à morte, pregado numa cruz.
O Domingo de Ramos pode ser chamado também de “Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor”, nele, a liturgia nos relembra e nos convida a celebrar esses acontecimentos da vida de Jesus que se entregou ao Pai como Vítima Perfeita e sem mancha para nos salvar da escravidão do pecado e da morte. Crer nos acontecimentos da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo é crer no mistério central da nossa fé, é crer na vida que vence a morte, é vencer o mal, é também ressuscitar com Cristo e, com Ele Vivo e Vitorioso viver eternamente. É proclamar, como nos diz São Paulo: ‘ “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai’ (Fl 2, 11).

TEMPO DE QUARESMA.

 O Tempo da Quaresma
O que quer dizer Quaresma?
A palavra Quaresma vem do Latim quadragésima e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a Ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no famoso Domingo de Páscoa. Esta prática data desde o século IV.
Na Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Os fiéis são convidados a fazerem uma comparação entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Esta comparação significa um recomeço, um renascimento para as questões espirituais e de crescimento pessoal. O cristão deve intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé com o objetivo de ser uma pessoa melhor e proporcionar o bem para os demais.
Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa. Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo. Todas as religiões têm períodos voltados à reflexão, eles fazem parte da disciplina religiosa. Cada doutrina religiosa tem seu calendário específico para seguir. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência.
Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d. C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias. Assim surgiu a Quaresma.
Qual o significado destes 40 dias?
Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.
O que os cristãos devem fazer no tempo de Quaresma?
A Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade. Não somente durante a Quaresma, mas em todos os dias de sua vida, o cristão deve buscar o Reino de Deus, ou seja, lutar para que exista justiça, a paz e o amor em toda a humanidade. Os cristãos devem então recolher-se para a reflexão para se aproximar de Deus. Esta busca inclui a oração, a penitência e a caridade, esta última como uma conseqüência da penitência.
Ainda é costume jejuar durante este tempo?
Sim, ainda é costume jejuar na Quaresma, ainda que ele seja válido em qualquer época do ano. A igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais necessita é de Deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm a mesma função.
Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados, na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa. Pela lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e 60 anos. Porém, podem ser substituídos por outros dias na medida da necessidade individual de cada fiel, e também praticados por crianças e idosos de acordo com suas disponibilidades.
O jejum, assim como todas as penitências, é visto pela igreja como uma forma de educação no sentido de se privar de algo e reverte-lo em serviços de amor, em práticas de caridade. Os sacrifícios, que podem ser escolhidos livremente, por exemplo: um jovem deixa de mascar chicletes por um mês, e o valor que gastaria nos doces é usado para o bem de alguém necessitado.
O que é a Campanha da Fraternidade?
O percurso da Quaresma é acompanhado pela realização da Campanha da Fraternidade – a maior campanha da solidariedade do mundo cristão. Cada ano é contemplado um tema urgente e necessário.
A Campanha da Fraternidade é uma atividade ampla de evangelização que ajuda os cristãos e as pessoas de boa vontade a concretizarem, na prática, a transformação da sociedade a partir de um problema específico, que exige a participação de todos na sua solução. Ela tornou-se tão especial por provocar a renovação da vida da igreja e ao mesmo tempo resolver problemas reais.
Seus objetivos permanentes são: despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum; educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor: exigência central do Evangelho. Renovar a consciência da responsabilidade de todos na promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária.
Os temas escolhidos são sempre aspectos da realidade sócio-econômico-política do país, marcada pela injustiça, pela exclusão, por índices sempre mais altos de miséria. Os problemas que a Campanha visa ajudar a resolver, se encontram com a fraternidade ferida, e a fé, tem o compromisso de restabelecê-la. A partir do início dos encontros nacionais sobre a CF, em 1971, a escolha de seus temas vem tendo sempre mais ampla participação dos 16 Regionais da CNBB que recolhem sugestões das Dioceses e estas das paróquias e comunidades.
Como começou a Campanha da Fraternidade?
Em 1961, três padres responsáveis pela Cáritas Brasileira idealizaram uma campanha para arrecadar fundos para as atividades assistenciais e promocionais da instituição e torná-la autônoma financeiramente. A atividade foi chamada Campanha da Fraternidade e realizada pela primeira vez na quaresma de 1962, em Natal-RN, com adesão de outras três Dioceses e apoio financeiro dos Bispos norte-americanos. No ano seguinte, 16 Dioceses do Nordeste realizaram a campanha. Não teve êxito financeiro, mas foi o embrião de um projeto anual dos Organismos Nacionais da CNBB e das Igrejas Particulares no Brasil, realizado à luz e na perspectiva das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral (Evangelizadora) da Igreja em nosso País.
Este projeto se tornou nacional no dia 26 de dezembro de 1963, com uma resolução do Concílio Vaticano II, a maior e mais importante reunião da igreja católica. O projeto realizou-se pela primeira vez na quaresma de 1964. Ao longo de quatro anos seguidos, por um período extenso em cada um, os Bispos ficaram hospedados na mesma casa, em Roma, participando das sessões do Concílio e de diversos momentos de reunião, estudo, troca de experiências. Nesse contexto, nasceu e cresceu a Campanha da Fraternidade.
Qual é a relação entre Campanha da Fraternidade e a Quaresma?
A Campanha da Fraternidade é um instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão e renovação interior a partir da realização da ação comunitária, que para os católicos, é a verdadeira penitência que Deus quer em preparação da Páscoa. Ela ajuda na tarefa de colocar em prática a caridade e ajuda ao próximo. É um modo criativo de concretizar o exercício pastoral de conjunto, visando a transformação das injustiças sociais.
Desta forma, a Campanha da Fraternidade é maneira que a Igreja no Brasil celebra a quaresma em preparação à Páscoa. Ela dá ao tempo quaresmal uma dimensão histórica, humana, encarnada e principalmente comprometida com as questões específicas de nosso povo, como atividade essencial ligada à Páscoa do Senhor.
Quais são os rituais e tradições associados com este tempo?
As celebrações têm início no Domingo de Ramos, ele significa a entrada triunfal de Jesus, o começo da Semana Santa. Os ramos simbolizam a vida do Senhor, ou seja, Domingo de Ramos é entrar na Semana Santa para relembrar aquele momento.
Depois, celebra-se a Ceia do Senhor, realizada na quinta-feira santa, conhecida também como o lava pés. Ela celebra Jesus criando a eucaristia, a entrega de Jesus e portanto, o resgate dos pecadores.
Depois, vem a celebração da Sexta-feira da Paixão, também conhecida como sexta-feira santa, que celebra a morte do Senhor, às 15 horas. Na sexta à noite geralmente é feita uma procissão ou ainda a Via Sacra, que seria a repetição das 14 passagens da vida de Jesus.
No sábado à noite, o Sábado de Aleluia, é celebrada a Vigília Pascal, também conhecida como a Missa do Fogo. Nela o Círio Pascal é acesso, resultando as cinzas. O significado das cinzas é que do pó viemos e para o pó voltaremos, sinal de conversão e de que nada somos sem Deus. Um símbolo da renovação de um ciclo. Os rituais se encerram no domingo, data da ressurreição de Cristo, com a Missa da Páscoa, que celebra o Cristo vivo.
Fonte: CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil Arquidiocese de São Paulo - Vicariato da Comunicação
O que é a quaresma
A quaresma é o tempo litúrgico de conversão, que a Igreja marca para nos preparar para a grande festa da Páscoa. É tempo para nos arrepender dos nossos pecados e de mudar algo de nós para sermos melhores e poder viver mais próximos de Cristo.
A Quaresma dura 40 dias; começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos. Ao longo deste tempo, sobretudo na liturgia do domingo, fazemos um esfoço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que devemos viver como filhos de Deus.
A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. É um tempo de reflexão, de penitência, de conversão espiritual; tempo e preparação para o mistério pascal.
Na Quaresma, Cristo nos convida a mudar de vida. A Igreja nos convida a viver a Quaresma como um caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. Nos convida a viver uma série de atitudes cristãs que nos ajudam a parecer mais com Jesus Cristo, já que por ação do pecado, nos afastamos mais de Deus.
Por isso, a Quaresma é o tempo do perdão e da reconciliação fraterna. Cada dia, durante a vida, devemos retirar de nossos corações o ódio, o rancor, a inveja, os zelos que se opõem a nosso amor a Deus e aos irmãos. Na Quaresma, aprendemos a conhecer e apreciar a Cruz de Jesus. Com isto aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a glória da ressurreição.
40 dias
A duração da Quaresma está baseada no símbolo do número quarenta na Bíblia. Nesta, é falada dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias e Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egito.
Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provações e dificuldades.
A prática da Quaresma data do século IV, quando se dá a tendência a constituí-la em tempo de penitência e de renovação para toda a Igreja, com a prática do jejum e da abstinência. Conservada com bastante vigor, ao menos em um princípio, nas Igrejas do oriente, a prática penitencial da Quaresma tem sido cada vez mais abrandada no ocidente, mas deve-se observar um espírito penitencial e de conversão.
Quaresma 2007de 21 de fevereiro até 31 de março
Quarta-feira de Cinzas
Com a imposição das cinzas, inicia-se uma estação espiritual particularmente relevante para todo cristão que quer se preparar dignamente para viver o Mistério Pascal, quer dizer, a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus.
Este tempo vigoroso do Ano litúrgico se caracteriza pela mensagem bíblica que pode ser resumida em uma palavra: " matanoeiete", que quer dizer "Convertei-vos". Este imperativo é proposto à mente dos fiéis mediante o austero rito da imposição das cinzas, o qual, com as palavras "Convertei-vos e crede no Evangelho" e com a expressão "Lembra-te de que és pó e para o pó voltarás", convida a todos a refletir sobre o dever da conversão, recordando a inexorável caducidade e efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.
A sugestiva cerimônia das cinzas eleva nossas mentes à realidade eterna que não passa jamais, a Deus; princípio e fim, alfa e ômega de nossa existência. A conversão não é, com efeito, nada mais que um voltar a Deus, valorizando as realidades terrenas sob a luz indefectível de sua verdade. Uma valorização que implica uma consciência cada vez mais diáfana do fato de que estamos de passagem neste fadigoso itinerário sobre a terra, e que nos impulsiona e estimula a trabalhar até o final, a fim de que o Reino de Deus se instaure dentro de nós e triunfe em sua justiça.
Sinônimo de "conversão", é também a palavra "penitência" … Penitência como mudança de mentalidade. Penitência como expressão de livre positivo esforço no seguimento de Cristo.
Tradição
Na Igreja primitiva, variava a duração da Quaresma, mas eventualmente começava seis semanas (42 dias) antes da Páscoa.
Isto só dava por resultado 36 dias de jejum (já que se excluem os domingos). No século VII foram acrescentados quatro dias antes do primeiro domingo da Quaresma estabelecendo os quarenta dias de jejum, para imitar o jejum de Cristo no deserto.
Era prática comum em Roma que os penitentes começassem sua penitênica pública no primeiro dia de Quaresma. Eles eram salpicados de cinzas, vestidos com saial e obrigados a manter-se longe até que se reoconciliassem com a Igreja na Quinta-feira Santa ou a Quinta-feira antes da Páscoa. Quando estas práticas caíram em desuso (do século VIII ao X) o início da temporada penitencial da Quaresma foi simbolizada colocando cinzas nas cabeças de toda a congregação.
Hoje em dia na Igreja, na Quarta-feira de Cinzas, o cristão recebe uma cruz na fronte com as cinzas obtidas da queima das palmas usadas no Domingo de Ramos do ano anterior. Esta tradição da Igreja ficou como um simples serviço em algumas Igrejas protestantes como a anglicana e a luterana. A Igreja Ortodoxa começa a quaresma a partir da segunda-feira anterior e não celebra a Quarta-feira de Cinzas.
INCENSO
O incenso vem de "incendere", "incender", é uma das resinas que produz um agradável aroma ao arder. Esta palavra latina dá também origem ao termo "incensário" (instrumento metálico para incensar), enquanto a raíz grega "tus", que também significa incenso, explica a palavra "turíbulo" (incensário) e "turiferário"(o que carrega o turíbulo).
O incenso é encontrado principalmente no Oriente, e desde antigamente no Egito, antes de os israelitas chegarem era usado em cerimônias religiosas, por seu fácil simbolismo de perfume e festa, de sinal de honra e respeito ou de sacrifício aos deuses. Já antes em torno da Arca da Aliança, mas sobretudo no templo de Jerusalém era clássico o rito do incenso (Ex. 30). A rainha de Sabá trouxe entre outros presentes grande quantidade de aromas a Salomão (1Rs.10). Os cristãos no século IV introduziram o incenso na linguagem simbólica de suas celebrações, quando se considerou superado o perigo anterior de confusão com os ritos idolátricos do culto romano.
Atualmente, o incenso é usado na missa, quando se quer ressaltar a festividade do dia, o altar, as imagens da Cruz ou da Virgem, o livro do evangelho, as oferendas sobre o altar, os ministros e o povo cristão no ofertório, o Santíssimo depois da consagração ou nas celebrações de culto eucarístico. Com isso quer significar às vezes um gesto de honra (ao Santíssimo, ao corpo do defunto nas exéquias), ou símbolo de oferenda sacrificial (no ofertório, tanto o pão e o vinho como as pessoas).
JEJUM
Chamamos "jejum" (latim "ieunium") à privação voluntária de comida durante algum tempo por motivo religioso, como ato de culto perante Deus.
Na Bíblia no jejum pode ser sinal de penitênica, expiação dos pecados, oração intensa ou vontade firme de conseguir algo.
Outras vezes, como nos quarenta dias de Moisés no monte ou de Elias no deserto ou de Jesus antes de começar sua missão, marca a preparação intensa para um acontecimento importante.
O jejum Eucarístico tem uma tradição milenar; como preparação para este sacramento, o cristão se abstém antes de outros alimentos.
É na Quaresma, desde o século IV, que sempre teve mais sentido aos cristãos o jejum como privação voluntária da que existem em outras culturas religiosas ou por motivos religiosos.
O jejum junto com a oração e a caridade, tem sido desde muito tempo uma "prática quaresmal" como sinal de conversão interior aos valores fundamentais do evangelho de Cristo. Atualmente nos abstemos de carne todas as sextas-feiras de Quaresma que não coincidem com alguma solenidade; fazemos abstinência e além do jejum (uma só refeição ao dia) na quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa.
CÍRIO PASCAL
A palavra "círio" vem do latim "cereus", de cera, o produto das abelhas. Ao falar das "candeias" , aludíamos ao uso humano e ao sentido simbólico da luz que os círios produzem.
O círio mais importante é o que se acende na Vigília Pascal como símbolo de Cristo - Luz, e que fica sobre uma elegante coluna ou candelabro adornado.
O Círio Pascal é já desde os primeiros séculos um dos símbolos mais expressivos da vigília. Em meio à escuridão (toda a celebração é feita à noite e começa com as luzes apagadas), de uma fogueira previamente preparada se acende o Círio, que tem uma inscrição em forma de cruz, acompanhada da data do ano e das letras alfa e Ômega, a primeira e a última letra do alfabeto grego, para indicar que a posição de Cristo, princípio e fim do tempo e da eternidade, nos alcança com força sempre nova no ano concreto em que vivemos.
O Círio estará aceso em todas as celebrações durante cinqüenta dias, ao lado do ambão da Palavra, até a tarde do domingo de Pentecostes. Uma vez concluído o Tempo Pascal, convém que o Círio seja conservado dignamente no batistério, e não no presbitério.
QUINTA - FEIRA SANTA
A quinta - feira santa é o último dia da Quaresma e por sua vez, a partir da missa vespertina, a inauguração do Tríduo Pascal. Em latim seu nome clássico é "feria V in Coena Domini". É um dia íntimo para o povo cristão, certamente a quinta - feira mais importante do ano, principamente desde que a da Ascensão e do Corpus Christi são celebrados no domingo.
É o dia em que Cristo, em sua ceia de despedida antes da morte, instituiu a Eucaristia, deu a grande lição de humilde serviço lavando os pés dos seus apóstolos, e os constituiu sacerdotes mediadores de sua Palavra, de seus sacramentos e de sua salvação.
CEIA DO SENHOR
O nome que, junto ao de "fração do pão", o dá por exemplo São Paulo em 1Cor 11,20 ao que logo se chamou "Eucaristia" ou "Missa": "Kyriakon deipnon", ceia senhoril, do Senhor Jesus. É também o nome que se dá a Missa atual: "Missa ou Ceia do Senhor" (IGMR 2 e 7)
Na Quinta-feira Santa a Eucaristia com que se dá início ao Tríduo Pascal é a "Missa in Coena Domini", porque é a que mais intimamente recorda a instituição desde sacramento por Jesus em sua última ceia, adiantando assim sacramentalmente sua entrega na Cruz.
A Quaresma é o tempo litúrgico de conversão, que a Igreja Católica, a Igreja Anglicana e algumas protestantes marcam para preparar os crentes para a grande festa da Páscoa. Durante este período, os seus fiéis são convidados a um período de penitência e meditação, por meio da prática do jejum, da esmola e da oração.
A Quaresma dura 40 dias (os Domingos não contam). Começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Páscoa. Ao longo deste período, sobretudo na liturgia do domingo, é feito um esforço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que pretendem viver como filhos de Deus.
A duração da Quaresma está baseada no simbolismo do número quarenta na Bíblia. Nesta, fala-se dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egito.
Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, e seguido de zero significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provações e dificuldades.
O QUE O CANDOMBLE TEM A VER COM A CONDENAÇÃO DOS CRISTÃOS DO PAPA LÁ NO SÉCULO IV?
40 dias foi a pena do papa no século IV aos cristãos que desobedeciam a igreja e se envolviam na festa da carne (hoje conhecido como CARNAVAL - festa oriunda da cidade de Veneza), esses foram condenados a ficarem em quarentena, ficando em jejum de carne, músicas, alegrias, enfim tudo o que representasse o prazer da carne. Ótimo, respeito, mas o que o candomblé tem a ver com a condenação do paganismo, se ao ver dessa religião somos os próprios pagãos?
Já escrevia Dias Gomes em O PAGADOR DE PROMESSAS, condenando, através do personagem Zé do Burro, o ato da mais conhecida cerimônia de Salvador A LAVAGEM DA ESCADARIA DA IGREJA DO NOSSO SENHOR DO BOM FIM.
Mesmo que não estivéssemos abrindo mãos da nossa identidade (Universo), ficam as perguntas para os irmãos:
1- Por que teríamos que achar que Jesus cristo é Oxalá? E se esse Messias seria raspado na cabeça de um Yao? E quais seriam as folhas? Se fosse raspado, qual seriam as folhas de para o fundamento? As folhas de Oliveira ou os espinhos do Cactos?
2- Qual seria o propósito de estarmos cumprindo um dos requisitos da pena (não comer nem derramar sangue)? Visto que é uma data que antecipa a páscoa, ressurreição de cristo; e abrirmos kuras fazendo assim, não derramar sangue animal, e sim humano?
3- Por que estaríamos cumprindo um ritual que nem mesmo os cristãos cumprem? Pois não vemos mais nenhum deles ficarem 40 dias rezando, jejuando ou coisa assim.
Em resumo, nos meus 35 anos de iniciado, nunca me deram uma resposta. Gostaria se algum irmão discordasse, enviasse um e-mail para que eu possa tentar compreender, porque mesmo sendo filho da ignorância, do tempo em que nossos pais falavam "eu corto assim porque meu pai me ensinou que é assim e ponto". Como falei no meu artigo anterior estamos na era da cultura escrita e temos que levantar aquela bandeira içada por grandes zeladoras (Meninha do Gantuá, Olga de Alaketu), na tentativa de deixarmos de ser uma sombra do cristianismo.
Em tempo:
Um pouco do que vem a ser a quaresma: A duração da Quaresma está baseada no símbolo do número quarenta na Bíblia. Nesta, é falada dos quarenta dias do Dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias e Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egito.
Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provações e dificuldades.
A prática da Quaresma data desde o século IV, quando se dá a tendência a constituí-la em tempo de penitência e de renovação para toda a Igreja, com a prática do jejum e da abstinência. Conservada com bastante vigor, ao menos em um princípio, nas Igrejas do oriente, a prática penitencial da quaresma tem sido cada vez mais abrandada no ocidente, mas deve-se observar um espírito penitencial e de conversão.
Candomblé respeita período da QuaresmaO tempo de parada não é igual para todas as casas, isso vai depender de cada terreiro, de cada calendário litúrgico e de cada nação cultuada
A Quaresma não é um tempo sagrado respeitado somente pelos católicos. Jejuar, não comer carne vermelha na quarta e sexta-feira da Semana Santa e não festejar durante este período também são preceitos realizados pelos praticantes da religião candomblé. Neste período, muitos terreiros fecham suas portas e só reabrem na Páscoa, a exemplo do que acontece no Abaça São Jorge, a casa de Marizete Silva Lessa, 74 anos, há 65 na religião e conhecida em Aracaju somente como "Mãe Marizete". Ela fez o ritual de fechamento no último domingo, dia 13, e só vai reabrir o ilê (que significa casa em linguagem africana, o iorubá) no dia 27 de março. A única coisa que pretende realizar nesses dias é a consulta através do jogo de búzios. Mas alguns ilês praticam algo mais do que isso, cultuam seus orixás, mas de forma silenciosa, sem o barulho dos atabaques, indispensáveis nas festas em terreiros. Tradicionalmente, esse recesso é chamado de Lorogum, palavra iorubá que significa fofoca. "Se fôssemos traduzir o que a palavra quer dizer ao pé da letra, seria o tempo em que as casas devem fechar em sinal de respeito, até para não ter muita falação, muita história", comenta Mãe Marizete.O tempo de parada não é igual para todas as casas, isso vai depender de cada terreiro, de cada calendário litúrgico e de cada nação cultuada, mas de acordo com Mãe Marizete varia entre 12 e 15 dias. Alguns deverão reiniciar as atividades em maio, quando será celebrado o Corpus Christi, inclusive por conta de um processo histórico, já que no passado essa era uma data de grande festa no catolicismo e os negros aproveitavam para festejar com mais liberdade suas divindades. Segundo Mãe Marizete, o Lorogum é realmente a expressão do respeito pelo catolicismo, pois segundo ela quem é adepto do candomblé também é, de certa forma, praticante da religião católica, embora o candomblé não cultue imagens, muito menos as católicas, mas os símbolos da natureza, como as pedras."Apesar de todo o preconceito que os sergipanos ainda possuem contra nossa religião, atualmente já podemos ter essa proximidade, pois já aceitam, por exemplo, que a gente lave as escadarias da Catedral de Aracaju no dia de Oxum, comemorado em 8 de dezembro", falou a ialorixá. Mãe Marizete disse que apesar de resistente ao tempo, tanto o Lorogum quanto a Quaresma estão perdendo as características. Há alguns anos, segundo a ialorixá, tudo o que havia dentro do quarto de santo (no candomblé) era coberto com lençol ou pano de cor branca, enquanto nas igrejas católicas todas as imagens de santos eram encobertas com panos de cor roxa. "Hoje já não se vê mais isto, mas continuamos com o mesmo respeito", finalizou.
March 23

A BUSCA PELO QUARTO BACANA

A BUSCA PELO QUARTO BACANA


Minha pesquisa por quartos de criança que sejam bacanas continua... Quer ver os outros?

Por Vivianne Pontes em 26.8.08

CRIADO OU CÔMODA?

Fiquei um tempão procurando cômodas que coubessem no meu orçamento. Me apaixonei por uma baratinha num antiquário, mas naquele dia tava sem grana. Depois não tinha mais aquela. Acabei comprando uma branca por R$199 numa loja do lado do supermercado. Nenhum drama, é uma cômoda básica de madeira pintada de branco. Mas preferia uma dessas.

 

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Agradeço a sua visita! Que Oxum lhe cubra de ouro e paz.Jorge D'Oxum Kare
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tomazwrote:
meu pai mutumba
Apr. 21
    Meu Rei!obrigado pelo convite!
      //beijos no coraçâo
         Caique
June 11
eu  
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